Anglo Botucatu inova na utilização do Plurall Maestro

Escola aplica provas diárias aos estudantes por meio da plataforma; rapidez na correção ajuda alunos a identificar dificuldades e orienta planejamento do professor

Em maio de 2018, o parceiro Anglo Botucatu – uma das escolas com maior engajamento de alunos e professores no uso do Plurall, a plataforma digital do Sistema Anglo – foi uma das instituições convidadas para testar um novo produto: o Plurall Maestro. Trata-se de uma nova ferramenta do Plurall que permite aos professores propor atividades e exercícios, produzir novos conteúdos, agregar vídeos e áudios, a fim de personalizar sua aula.

Paulo Burini, diretor do Anglo Botucatu, conta que, a partir do conceito do “Aula dada, aula estudada”, começou a aplicar avaliações diárias (tarefas) por meio da ferramenta Plurall Maestro – Minhas atividades. Assim, de acordo com a aula do dia, o professor prepara seis questões, cinco delas sobre o conteúdo que ministrou e mais uma sobre a aula seguinte que ainda vai dar. Essas atividades são pré-programadas na plataforma, e os alunos têm das 14h00 às 23h59 para resolver os exercícios. À meia-noite, a plataforma fecha, corrige as atividades e elabora um relatório. O professor, com base no desempenho dos alunos e nas dificuldades que detectou, tem mais subsídios para planejar sua aula seguinte.

“Com esse sistema, o professor tem como saber, instantaneamente e cotidianamente, se sua aula foi boa ou não, se o aluno entendeu, o que tem a melhorar e as intervenções que precisa fazer para isso. É o sonho de todo professor”, afirma.

Como resultado, além da melhora do desempenho dos alunos, ele menciona o retorno que tem recebido por parte dos estudantes. “Eles comentam que agora veem mais sentido em fazer as tarefas, pois estão sendo avaliados todos os dias, e que facilitou também o estudo, pois sabem com mais clareza e rapidez o que acertaram ou erraram”. Todas as tarefas valem nota e elas representam um terço da nota final do aluno. “Reestruturei toda a parte pedagógica da minha escola. Posso dizer que em 2018 eu tinha uma escola e agora tenho outra”, afirma.

Neste ano, ele apresentou a prática na convenção do Anglo. “Vários coordenadores de outras unidades do Anglo me procuraram interessados em replicar o modelo”, conta.

“Aula dada, aula estudada”

O conceito “Aula dada, aula estudada” faz parte da metodologia do Sistema Anglo desde sua criação. A ideia é que o aluno, após assistir uma aula, deve estudar aquele conteúdo para conseguir absorvê-lo.

Ao ser incorporado à plataforma Plurall, o conceito tornou o estudo muito mais dinâmico e eficiente. À medida que faz os exercícios no aplicativo, no caso das questões de múltipla escolha, o aluno já sabe o que acertou ou errou. E, a partir das suas dificuldades, são recomendados conteúdos adicionais, como textos e vídeos, para reforço.

Se, ainda assim, o aluno tiver dificuldade em fazer a tarefa ou de entender conceitualmente o que está sendo pedido, há a possibilidade de esclarecer dúvidas com tutores online. “Depois que o aluno postou a questão, ela fica pública para todas os outros estudantes que fizerem o mesmo exercício, pois pode ser a dúvida de outra pessoa também, assim como acontece na sala de aula”, diz Bruno Brusco, head de produto do Plurall.

O protagonismo do professor

Desde 2019, o Plurall Maestro está disponível para todas as escolas parceiras do Sistema Anglo. Brusco reforça a ideia do protagonismo do professor nessa plataforma. “Ela dá muita autonomia e recursos para o professor trabalhar a sua aula como achar melhor. Ele se torna o principal agente para engajamento dos alunos”, afirma.

Na plataforma, o professor pode observar se alunos estão ou não fazendo os exercícios e, se estão fazendo, qual o desempenho. Se o professor percebe que, em relação a um determinado conteúdo, os estudantes estão com dificuldade, ele tem a possibilidade de fazer intervenções pedagógicas pontuais. “Ele pode, por exemplo, entrar no Maestro e fazer um filtro para ver tudo o que há disponível sobre aquele conteúdo. Se a plataforma recomendou um vídeo específico, ele pode sugerir outro vídeo, áudio, infográfico, o que considerar melhor. Fica 100% a critério dele”, explica Brusco.

Se o professor não encontrar nada que ache adequado, ele mesmo pode criar o conteúdo, como gravar um vídeo, um áudio ou inserir um link do YouTube. “Ele tem total liberdade para usar qualquer recurso ou ferramenta para transmitir o conteúdo para o aluno. O professor torna-se um agente muito mais ativo dentro do processo todo”, completa.

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